Sexta-feira, 07.12.12

Por esta net fora há mil blogs de pessoas que lutam contra o excesso de peso. Eu sou só uma delas e não querendo criticar ninguém, não é um comentário de HATER, atenção!

 

Eu olhava-me no espelho e via-me gorducha, cada vez comprava as calças com 1 n.º acima. Já vestia o 46 e não parava de pensar que havia de voltar tudo ao normal. Pensava que voltaria a pesar 65 kg novamente, depois das 3 gravidezes e por isso não me preocupava muito.

 

É quando olhamos no espelho e vemos os pneus, quando uma criança nos pergunta se estamos grávidas, quando passamos d o M para o L e depois XL, quando deixamos de comprar roupa na Zara, Mango e outras tais que parece que "acordamos".

 

Eu estou gorda passa a ser eu sou gorda, tenho comportamentos de gorda, como mal, não faço exercicio...

 

E depois há outras pessoas que acham que ter 1,70 e pesar 40 kg não é anorexia, que não há nada de errado com elas. 

 

Eu vivi com uma rapariga anorética. A pele é baça, as gengivas secas, o cabelo fraco, seco e a cair. Não rir nem chorar, não mostrar emoções, fechar-se e evitar sitios onde tenha de se expor????? 

 

Sei o que isso é, por isso vos digo analizem bem hoje ao deitar a vossa alimentação, quanto pesam, que tipo de exercicio praticam e sejam honestas com vocês mesmas. 

 

A mudança ocorre quando a dor de ser como somos é maior que a dor e o sacrificio para mudarmos.

 

Eu mudei a minha vida, exercicio, alimentação foram os meus instrumentos, os haters deram-me força para continuar e aqui estou: a mente liberta dos constrangimentos impostos pelo meu corpo.

 

Bye, bye Baby,

 

A Sofia já não é gorda

publicado por 80nuncamais às 16:46 | link do post | favorito
Anónima :) a 7 de Dezembro de 2012 às 19:50
(Actualmente consegue ver-se «normal»?
É isso que vê? É isso que sente?

A sua identidade abarca os seus kg? )

A anorexia é outra dca, com o risco de morte mais elevado. Referiu que as anorecticas vivem numa apatia...e nós, «compulsivas», passamos a vida a chorar. Como é estranho que a depressão se manifeste tanto numa ausencia de lágrimas, como em precisamente o contrário...Como é que a medicação não nos faz convergir para uma normalidade?

Cada dca tem as suas caracteristicas. Cada pessoa é uma pessoa, mas a dca é a mesma. Não há cá «especiais». O bicho da compulsão vai estar sempre connosco, nunca iremos deixar de estar em risco de cair em espiral negativa...mas havemos de ficar mais fortes. Havemos de cair menos vezes..até ser raro. A magreza virá por acréscimo.

Sempre senti que era injusto o que eu comia, que era tanto, e pessoas mais gordinhas que eu que pareciam comer menos. Ainda fazia com que me odiasse mais...mas depois pensava. «e os dias de jejum? E os exercicios? E as litradas de chá verde?». Cada um (com raras excepções tem o aspecto daquilo que come e não come, mas não nos podemos esquecer das compensações. Se me visse na rua, assumiria que era uma jovem normal, um pouco antipática, com ar decidido, mas na realidade sou igual a si. O IMC não me faz diferente de si. Somos todos na luta...e enquanto se associar pesos a dca'a iremos perpetuar o estigma da doença mental. Não os outros: nós, os que sofrem com esta bela merda, é que o perpetuamos.

Desejo-lhe mt força, lute para os seus objectivos...mais do que um peso, lute pela regularização da alimentação. O resto vem por si..e o seu caminho é tão grande e deve ter sido tão penoso, tome o tempo que for preciso, mas não desista.

Um beijinho

80nuncamais a 8 de Dezembro de 2012 às 08:58
Hoje já sou uma pessoa normal. O meu objectivo nunca foi ser saudável, viver melhor... isso veio depois. O meu desejo inicial era poder comprar roupa na Zara, na Mango e outras lojas assim e ser gira. Sentir-me bonita depois de tantos anos ouvir que parecia uma baleia (pai), chamarem-me Moby Dick e Miss Piggy (escola) foi o que associei a "normal". Hoje sinto-me normal, já não sou gorda. Ninguém me diz numa loja que não tem roupa para mim... não dizem só temos n.º até 42... patáti patátá. Adoro desporto e como bem. Tenho episósódios de compulsão alimentar obviamente mas cada vez mais esporáticos e mais leves. A medicação e a terapia ajudou-me imenso e acredita desde que comecei a tomar a medicação sou e sinto-me uma pessoa diferente. Sou melhor mãe para os meus filhos e com mais paciência e força para fazer coisas. Aceitar que se tem um problema, procurar ajuda e poder dizer sem constrangimentos que sofro de uma doença há 30 anos que é a compulsão alimentar a qualquer pessoa é quando se sente que estamos no caminho para a recuperação. Nunca deixarei de ser compulsiva alimentar mas não tenho medo de o ser. E sim, acredito que é uma doença mental, uma herança genética. A gordura quando saiu do meu corpo também me abriu a mente... como acredito que ganhar aceitar ganhar peso para uma pessoa que sofre de anorexia também a faz pensar melhor.
ACEITAR A VERDADE

Este é o primeiro passo em todos os programas de recuperação de dependências.
Bjos, Sofia

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